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domingo, 26 de abril de 2015

"A relíquia", de Eça de Queiroz

Título: A relíquia

Autor: Eça de Queiroz

Editora: Luso Livros

Formato: Pdf e Epub

"A Relíquia é um romance Queirosiano saído em folhetins na Gazeta de Notícias e publicado em 1887 como livro. Sintetiza a aliança entre realismo e imaginação, naturalismo e fantástico. A obra dá uma visão pessimista de um Portugal demasiadamente conservador de que a “Titi”, a tia do protagonista, é a principal representante; há também uma crítica ferina, contundente e cruel desta mesma sociedade portuguesa, ressaltando-se aí os defeitos do clero, o que já fora anteriormente feito em O Crime do padre Amaro. Desta vez, no entanto, a crítica é muito mais aguda e mostra as criaturas que fariam qualquer coisa por um pouco de dinheiro. Da intriga central – a viagem de Teodorico à Terra Santa, de onde traz, não a relíquia que prometera à tia beata, mas sim, por lapso, a camisa de dormir de uma amante – sobressai o sonho ou a viagem no tempo do protagonista, que, acompanhado pelo seu erudito amigo, Dr. Topsius, assiste à pregação, julgamento e morte de Jesus. A obra foi considerada na altura como herética pelos setores mais conservadores, por questionar a divindade de Cristo., analisados objetivamente, para, assim, poder alterar o seu comportamento."
(Disponível em http://www.luso-livros.net/Livro/a-reliquia)

"O primo Basílio", de Eça de Queiroz

Título: O primo Basílio

Autor: Eça de Queiroz

Editora: Luso Livros

Formato: Pdf e Epub


"O Primo Basílio, é sobretudo uma sátira à mentalidade social da época, que expõe a verdadeira face de um lar burguês, aparentemente feliz e perfeito, mas que na realidade vive uma mentira e que, no fundo, é apenas parte de uma sociedade por onde desfilam toda uma séria de personagens consideradas o protótipo da falsidade, da futilidade e da ociosidade. Tal exposição crítica vai de encontro com os propósitos do movimento do Realismo literário do século XIX que vê a literatura como um meio de expor a verdade e de ser uma plataforma para a mudança de valores. A burguesia – principal consumidora dos romances nessa época – deveria ver-se a si mesma no romance e nele encontrar os seus defeitos, analisados objetivamente, para, assim, poder alterar o seu comportamento."
(Disponível em http://www.luso-livros.net/Livro/o-primo-basilio)

"Tragédia da Rua das Flores", de Eça de Queiroz

Título: Tragédia da Rua das Flores

Autor: Eça de Queiroz

Editora: Luso Livros

Formato: Pdf e Epub


"Uma das primeiras obras “realistas” de Eça de Queirós, escrita logo após o “Crime do Padre Amaro”, entre 1877 e 1878, quando o próprio era cônsul em Newcastle, Inglaterra; no entanto, só em 1980, mais de 100 anos depois de ter sido escrita, é que esta obra teve a sua primeira publicação, altura em que deixou de estar na posse dos herdeiros e passou a pertencer ao domínio público. Com a obra completa, mas não revista para publicação (o manuscrito original apresentava pequenas incoerências narrativas e palavras omissas), não se sabe ao certo porque é que Eça, depois de ter delineado a história, a tenha posto de parte. Muitos especulam que a ideia narrativa por detrás da “Tragédia da Rua das Flores” tenha crescido e motivado Eça a escrever “obras maiores” a partir do que já escrevera. De facto “A Tragédia da Rua das Flores” tem muitos elementos narrativos, cenas, diálogos, situações e até nomes de personagens que aparecem em “Os Maias” e ainda uns outros em “O Primo Basílio”; o que leva muitos críticos literários a olhar para esta obra como apenas um esboço, ou um estudo literário de Eça, razão pela qual o autor nunca a considerou para publicação."
(Disponível em http://www.luso-livros.net/Livro/tragedia-da-rua-das-flores)

"O crime do Padre Amaro", de Eça de Queiroz

Título: O crime do Padre Amaro

Autor: Eça de Queiroz

Editora: Luso Livros

Formato: Pdf e Epub


"O crime do padre Amaro é a obra mais polémica de Eça de Queirós que levou a que houvesse grandes protestos por parte da Igreja Católica, não só dentro de Portugal, mas também do próprio Vaticano. Denuncia a corrupção dos padres, que manipulam a população a favor da elite, e a questão do celibato clerical. A obra caracteriza-se pelo combate ao idealismo romântico que se estabelecia até então, em prol de uma visão mais crítica da sociedade e Eça de Queirós terá aproveitado o facto de ser nomeado administrador do concelho de Leiria para aí durante seis meses, conhecer e estudar aquele que seria o cenário de O Crime do Padre Amaro. O romance, o primeiro de Eça a ser publicado em livro, enquadra-se perfeitamente na revolução literária europeia da época. O Ocidente vivia um período de grandes transformações, com a Segunda Revolução Industrial. O cientificismo tinha passado a predominar a mentalidade social, com novas correntes filosóficas e teorias, entre as quais o positivismo de Comte, o determinismo de Taine, o evolucionismo de Darwin e o socialismo científico de Marx e Engels." 
(Disponível em http://www.luso-livros.net/Livro/o-crime-do-padre-amaro)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Os Maias, de Eça de Queirós

Título: Os Maias

Autor: Eça de Queirós

Editora: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub



Este livro consta da lista de obras propostas para a Educação Literária (metas de Português), do 11º ano


"É a obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. É um romance realista (e naturalista) onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional. Estes “Episódios da vida romântica” são também um retrato da sociedade lisboeta do final do século XIX que se interliga com a história principal numa sucessão de acontecimentos de âmbito social que proporciona a radiografia da sociedade lisboeta da época. É sobretudo uma obra que expressa o desânimo social, politico e económico dos escritores da chama Geração de 70 (1870) da qual Eça é o seu maior representante." (Disponível em http://www.luso-livros.net/Livro/os-maias/)

sábado, 11 de outubro de 2014

"A morte do palhaço", de Raul Brandão

Título: A morte do palhaço

Autor: Raul Brandão

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub


Plano Nacional de Leitura - 3º ciclo (leitura autónoma)


"K. Maurício é um palhaço de circo que adora fazer rir as pessoas, tornando-as felizes. Durante as suas atuações, em cada gesto ou palavra, exprime o seu estado de espírito e a sua vida fantasiosa e faz isto perfeitamente porque vive num constante mundo de sonho, sem dar importância ao que é mundano.  Um dia apaixona-se por Camélia, uma trapezista, mas ao exprimir o seu amor, expondo os seus sentimentos como costuma fazer nas suas atuações, apercebe-se que Camélia apenas se ri das suas lágrimas e dos seus sentimentos. Isto acaba por leva-lo ao desespero e a cometer actos encabeçados pelo ciúme.
A obra foi publicada pela primeira vez em 1896 sob o título de “História d’um Palhaço (A Vida e o Diário de K. Maurício)” na qual incluía duas partes: A história trágica do Palhaço contada na terceira pessoa; e um diário, contado na primeira pessoa, sobre as reflexões pessoais do protagonista durante o desenrolar dos acontecimentos da primeira parte – Este tipo de estrutura narrativa torna-a numa obra vanguardista para a época em que foi pela primeira vez publicada.

Em 1926, a mesma obra foi publicada com o título “A Morte do Palhaço (e o Mistério da Árvore)“, incluindo uma terceira parte que reúne uma série de contos e textos refletivos, supostamente achados no espolio de K. Maurício depois da sua morte, que apesar de não terem direta ligação com o a história central servem, de acordo com o autor, para delinear melhor a personalidade e os sentimentos do “palhaço”." (Disponível em http://www.luso-livros.net/Livro/morte-palhaco/)

"Serões da Província", de Júlio Dinis

Título: Serões da Província

Autor: Júlio Dinis

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub


Este livro consta da lista de obras propostas para o Projeto de Leitura (metas de Português) do 10º ano.


A obra original foi publicada em 1870 e é uma compilação de contos e novelas curtas, publicadas por Júlio Dinis no Jornal do Porto, entre 1862 e 1864. Inclui "O espólio do senhor Cipriano", "Justiça de Sua Magestade", "As apreensões de uma mãe", "Os novelos da tia Filomena", "Uma flor entre o gelo" e "O canto da Sereia".

sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Sermão de Santo António aos Peixes", de Padre António Vieira

Título: Sermão de Santo António aos Peixes

Autor: Padre António Vieira

Editor: Domínio Público

Formato: Pdf


Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário

"A correspondência de Fradique Mendes", de Eça de Queirós

Título: A correspondência de Fradique Mendes

Autor: Eça de Queirós

Editor: Biblioteca Nacional de Portugal

Formato: Pdf e Flash



Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário

"O banqueiro anarquista", de Fernando Pessoa

Título: O banqueiro anarquista

Autor: Fernando Pessoa

Editor: Domínio Público

Formato: Pdf


Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário

"Clepsidra", de Camilo Pessanha

Título: Clepsidra

Autor: Camilo Pessanha

Editor: Domínio Público

Formato: Pdf


Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário

"A Morgadinha dos Canaviais", de Júlio Dinis

Título: A Morgadinha dos Canaviais

Autor: Júlio Dinis

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub


Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário


“A História de Henrique de Souselas, órfão rico residente em Lisboa, que aborrecido com o tédio da sua vida citadina, resolve ir repousar a uma aldeia minhota em casa da sua tia Doroteia. Aí se restabelece e conhece Madalena, a bela, elegante, inteligente e enérgica “morgadinha”, e apaixona-se por ela. No entanto, este amor não é correspondido, apesar de todos os seus avanços.” (http://www.luso-livros.net/Livro/a-morgadinha-dos-canaviais/)

"Dom casmurro", de Machado de Assis

Título: Dom Casmurro

Autor: Machado de Assis

Editor: Domínio Público / Projecto Adamastor

Formato: Pdf e Epub



Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário

"Poemas completos de Alberto Caeiro", de Fernando Pessoa

Título: Poemas completos de Alberto Caeiro

Autor: Fernando Pessoa

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub

Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário ("Poemas escolhidos de Alberto Caeiro")

Reúne todos os poemas publicados nos livros "O guardador de rebanhos", "O pastor amoroso" e "Poemas inconjuntos".

“Alberto Caeiro foi, como admitiu muitas vezes Fernando Pessoa, um dos seus heterónimos que mais gostava e admirava. Foi criado quando um dia Fernando Pessoa se lembrou de fazer uma partida ao seu amigo, o escritor Mário de Sá-Carneiro, mandando-lhe um poema e dizendo que era de um suposto conhecido. (…) Fernando Pessoa escreveu que o imaginou como tendo nascido em Lisboa, em 1889 e morrido em 1915, mas que viveu quase toda a sua vida no campo, com uma tia-avó idosa, porque tinha ficado órfão de pais cedo. Era louro, de olhos azuis. Como educação, apenas tinha tirado a instrução primária e não tinha profissão. (…) Como poeta, Alberto Caeiro apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos” que escreve sobre a natureza e só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade. Ao mesmo tempo despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão (…). É pois um poeta de extrema simplicidade que considera que a sensação é a única realidade e que refletir sobre como as coisas são é entrar num mundo complexo, desnecessário e problemático onde tudo é incerto e obscuro. Fernando Pessoa chamava-o de “Mestre Ingénuo” e considerava-o o maior dos seus heterónimos.” (http://www.luso-livros.net/Livro/poemas-completos-de-alberto-caeiro/)




"Os poemas completos de Álvaro de Campos", de Fernando Pessoa

Título: Poemas completos de Álvaro de Campos

Autor: Fernando Pessoa

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub

Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário ("Poemas escolhidos de Álvaro de Campos")

"Álvaro de Campos é um dos heterónimos mais conhecidos de Fernando Pessoa e, tirando Bernardo Soares, talvez o alter ego que mais se aproxima de Fernando Pessoa ortónimo. Engenheiro naval e viajante, Álvaro de Campos é configurado “biograficamente” por Pessoa como vanguardista e cosmopolita, espelhando-se este seu perfil particularmente nos poemas em que exalta, em tom futurista, a civilização moderna e os valores do progresso. (…)
Entre todos os heterónimos, Álvaro de Campos foi o único a manifestar fases poéticas diferentes. Houve três frases distintas na sua obra. Começou a sua trajetória como decadentista (influenciado pelo Simbolismo), onde exprime o tédio, a náusea, o cansaço e a necessidade de novas sensações para fugir à monotonia. Depois passou para uma fase modernista ligada movimento do Futurismo/Sensacionismo, expresso por uma exaltação ao Mundo moderno, do progresso técnico e científico, da industrialização e da evolução da Humanidade, numa uma atração quase erótica pelas máquinas. E por último uma fase mais intimista e pessimista, chamada Fase Abulicólica marcada pelo sentimento de vazio, em que ele se sente um marginal, um incompreendido, fechado em si mesmo, angustiado, cansado, nostálgico e com descrença em relação a tudo.

Muito diferente dos seus congéneres heterónimos mais conhecidos como Alberto Caeiro, que considera a sensação de forma saudável e tranquila mas rejeita o pensamento, ou de Ricardo Reis, que advoga a indiferença olímpica, Álvaro de Campos procura a totalização das sensações, conforme as sente ou pensa, o que lhe causa tensões profundas. É nesse sentido que se aproxima muito do próprio Fernando Pessoa.” (http://www.luso-livros.net/Livro/poemas-completo-de-alvaro-de-campos/)

"Poemas completos de Ricardo Reis", de Fernando Pessoa

Título: Poemas completos de Ricardo Reis

Autor: Fernando Pessoa

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub


Plano Nacional de Leitura (PNL) - Ensino Secundário ("Odes escolhidas de Ricardo Reis")

"Ricardo Reis, o poeta epicurista, é um dos mais conhecidos heterónimos de Fernando Pessoa que se demarca pela serenidade e a calma com que demonstra encarar a vida através dos seus poemas. (…) Na sua biografia, que Fernando Pessoa elaborou, consta que nasceu na cidade do Porto no dia 19 de setembro de 1887. Estudou num colégio de jesuítas e formou-se em medicina, profissão que nunca chegou a exercer. Era monárquico convicto e na sequência da derrota da rebelião monárquica do Porto, em 1919, contra o regime republicano (que se instalara em 1910) decidiu-se auto-exilar para o Brasil nesse mesmo ano. Em termos de estilo poético Ricardo Reis é essencialmente neoclássico. Sendo um profundo admirador da cultura greco-romana, é fortemente influenciado pelos poetas clássicos como Horácio, o que o leva também a ser utilizador frequente da “Ode” na sua composição lírica." (http://www.luso-livros.net/Livro/poemas-ricardo-reis/)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"O mandarim", de Eça de Queirós


Título: O mandarim

Autor: Eça de Queirós

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub


Plano Nacional de Leitura - Leitura orientada para o 9º ano





"Teodoro é um pobre funcionário público que suspira por uma vida melhor. Numa noite, ao ler um livro antigo, descobre uma lenda segundo a qual um simples toque de uma campainha, tocada a uma certa hora, mataria um homem muito rico, algures na China, e que tal gesto traria ao seu assassino fama e fortuna. A lenda torna-se real quando, ao acabar de ler tais palavras, lhe surge o Diabo em pessoa, oferecendo-lhe a campainha. A decisão de Teodoro acabará por atormentá-lo de tal maneira que o levará a embarcar numa viagem pelos confins da Ásia à procura das consequências dos seus atos e da sua própria redenção." 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Mistérios de Lisboa", de Camilo Castelo Branco

Título: Mistérios de Lisboa

Autor: Camilo Castelo Branco

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub



O filme do realizador Raúl Ruiz, mencionado no Plano Nacional de Leitura - Leitura autónoma para o ensino secundário - é uma adaptação desta obra de Camilo Castelo Branco




"O maior romance de Camilo Castelo Branco, Mistérios de Lisboa, foi, curiosamente, apesar do seu título, inicialmente publicado num jornal portuense, em 1853, sob a forma de folhetim; só em 1854 é que teve a sua publicação em livro para todo o país. Apesar de ser uma narrativa muito extensa e de ser o seu segundo trabalho literários, a obra teve um razoável êxito junto dos leitores, o que ajudou a cimentar a sua notoriedade como escritor.

Apesar do seu título “Mistérios de Lisboa”, os conflitos da narrativa têm como cenário a vastidão do mundo, decorrendo não apenas em terras de Portugal, mas também do Brasil, França, Bélgica, Inglaterra, as colónias africanas e até do Japão, e são conflitos marcados por vetores que iriam perdurar noutras novelas suas posteriores: a vingança, o amor de mãe, a passionalidade, que se confunde com a ganância, a perversidade, a santidade e pecadores que ascendem à virtude conquistada através de sofrimentos e de lágrimas." (In http://www.luso-livros.net/Livro/misterios-de-lisboa/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LusoLivros+%28Luso+Livros%29)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"O mistério da estrada de Sintra", Eça de Queirós



Título: O mistério da estrada de Sintra

Autor: Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

Editor: Lusolivros

Formato: Pdf e Epub



Plano Nacional de Leitura - Leitura autónoma para o 3º ciclo



"Considerada a primeira obra portuguesa de cariz policial “O Mistério da Estrada de Sintra” guarda ainda o interesse histórico de fazer parte de uma estratégia usada pelos seus autores – Eça de Queirós e Ramalho Ortigão – para enganar os leitores levando-os a pensar que se tratava de um caso real, tal como faria 68 anos depois Orson Welles no seu relato por rádio da “Guerra dos Mundos”.
Em pleno verão de 1870, os então jovens escritores e amigos, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, decidiram fazer algo inédito: escrever uma obra de ficção mas fazendo-a crer como sendo real, com a intenção de assustar Lisboa, na qual se narrava a história de um assassinato ocorrido na estrada de Sintra. Tendo como única inspiração a força da imaginação, começaram a escrever. Combinavam os dois, na véspera, o desenrolar da história e enviavam o original, em forma de carta anónima, para o director do  jornal Diário de Notícias, que a publicava diariamente, como uma reportagem verídica. E, de facto, o “mistério” foi lido avidamente e conseguiu preocupar os lisboetas. Houve até leitores que acreditaram nos factos narrados, chegando inclusive a fazerem-se investigações policiais no local. O caso só se resolveu quando, ao fim de dois meses, os autores identificaram-se e explicaram que, afinal, tudo não passava de um romance ficcional.
Recebeu a sua versão em livro em 1884 – 14 anos depois de ter sido publicada em folhetins no Diário de Notícias entre Julho e Setembro de 1870. "